A Polícia Civil do Rio Grande do Norte prendeu em flagrante, nesta quinta-feira (17), em Alexandria, no Alto Oeste potiguar, um candidato a deputado federal nas Eleições 2026. Francisco Wender de Andrade, de 27 anos, conhecido eleitoralmente como Wender Andrade, é suspeito de tráfico de drogas e também é investigado por possível envolvimento com uma organização criminosa.

A prisão aconteceu durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão determinados pela 41ª Zona Eleitoral. As medidas fazem parte de uma investigação que apura possíveis ameaças direcionadas a eleitores e candidatos da região.

Candidato pelo Mobiliza

Wender Andrade é o nome de urna de Francisco Wender de Andrade. Ele disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo partido Mobiliza e teve o registro de candidatura deferido pela Justiça Eleitoral.

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O candidato tem 27 anos e foi preso durante as diligências realizadas pela Polícia Civil em endereços relacionados a ele no município de Alexandria.

Drogas e dinheiro são apreendidos

Durante as buscas realizadas pelos policiais, foram encontradas substâncias análogas à maconha. Entre o material apreendido estavam dois tabletes de maior dimensão e várias porções já fracionadas, além de dinheiro em espécie.

Os mandados foram cumpridos em imóveis localizados tanto na área urbana quanto na zona rural de Alexandria.

Com a localização do material, Wender Andrade recebeu voz de prisão em flagrante por suspeita de tráfico de drogas. Todo o conteúdo apreendido foi levado para a delegacia, onde foram adotadas as medidas previstas para o caso.

Reprodução
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Polícia investiga possível ligação com organização criminosa

Além da suspeita relacionada às drogas, a investigação busca esclarecer se o candidato teria participação em uma organização criminosa com atuação na região.

Segundo a Polícia Civil, uma das suspeitas é de que ele pudesse atuar no armazenamento de substâncias entorpecentes destinadas ao grupo.

A apuração ainda está em andamento e busca reunir elementos que permitam esclarecer a possível participação do investigado na organização e identificar outras pessoas que eventualmente estejam envolvidas.

Ameaças contra eleitores e candidatos também são investigadas

A investigação eleitoral não se limita à suspeita de tráfico de drogas. Os policiais também apuram possíveis ameaças feitas contra eleitores e candidatos da região, inclusive por meio das redes sociais.

De acordo com a apuração da Polícia Civil, as ameaças teriam ocorrido dentro do contexto da atuação de uma organização criminosa e poderiam estar relacionadas a uma tentativa de interferir no livre exercício dos direitos políticos e na campanha eleitoral.

O investigado permanecerá à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

A Polícia Civil informou que o objetivo é esclarecer completamente os fatos, incluindo a possível participação do candidato na organização criminosa e nas ameaças de natureza eleitoral, além de verificar a existência de outros envolvidos.

Informações que possam auxiliar no trabalho policial podem ser repassadas de forma anônima e segura pelo Disque-Denúncia 181.