A corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte entra em uma fase em que dois fatores podem ser decisivos para definir quem chegará ao segundo turno: a disputa pela Grande Natal e a conquista do eleitor que ainda não decidiu em quem votar.

As agendas dos principais candidatos já demonstram a importância atribuída à região metropolitana. Nesta quarta-feira (9), Allyson Bezerra realizou uma caravana em São Gonçalo do Amarante, enquanto Álvaro Dias concentrou compromissos em Natal.

Parnamirim acendeu o alerta

Um dos movimentos que tornam a Grande Natal ainda mais estratégica veio de Parnamirim.

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Pesquisa Data Capital divulgada nesta quarta-feira apontou Allyson com 28,4%, Álvaro com 19,2% e Cadu com 13,7% na pesquisa estimulada entre os eleitores do município.

O levantamento ouviu 850 pessoas nos dias 1º e 2 de setembro, possui margem de erro de 3,4 pontos percentuais e registros RN-00296/2026 e BR-08768/2026.

Para Allyson, o resultado possui um significado especial. Sua principal base política está em Mossoró. Avançar eleitoralmente sobre Parnamirim significaria demonstrar capacidade de atravessar as fronteiras do Oeste e disputar votos justamente na região mais populosa do Estado.

Para Álvaro, ex-prefeito de Natal, a Grande Natal também possui importância decisiva. Ele precisa aproveitar o conhecimento acumulado na capital e transformá-lo em vantagem eleitoral, ao mesmo tempo em que tenta ampliar sua presença nos municípios vizinhos.

Já Cadu Xavier enfrenta outro desafio: transformar a força política do campo governista e a associação com Lula em crescimento nos maiores colégios eleitorais.

O “candidato” que ninguém pode ignorar: o indeciso

Se a Grande Natal pode decidir territorialmente a eleição, os indecisos podem decidir numericamente.

Na pesquisa Quaest divulgada em agosto, Allyson apareceu com 25%, Cadu com 21% e Álvaro com 19%. Entretanto, 16% dos entrevistados ainda estavam indecisos, enquanto outros 14% declaravam intenção de votar em branco, nulo ou não votar.

Na pesquisa espontânea da mesma Quaest, o tamanho da indefinição ficou ainda mais evidente: 57% não apontaram espontaneamente um candidato ao Governo.

Parnamirim apresenta sinal semelhante. O levantamento Data Capital registrou 20,1% de indecisos, além de 13,6% de brancos e nulos.

É um contingente expressivo diante da distância entre os principais concorrentes.

A eleição pode estar nas ruas

É justamente por isso que as próximas semanas deverão aumentar a intensidade das caravanas, caminhadas, reuniões e visitas aos municípios da Região Metropolitana.

Pesquisa registra uma fotografia do momento. A urna registra a decisão.

Existe uma parcela do eleitorado que ainda poderá mudar de posição até o dia da votação.

Por isso, mais importante do que simplesmente aparecer na liderança neste momento será saber quem conseguirá crescer na Grande Natal e, principalmente, conquistar o eleitor que ainda está procurando um candidato.

Allyson busca consolidar a dianteira. Álvaro tenta transformar sua força e conhecimento na capital em expansão metropolitana. Cadu precisa crescer e mobilizar o eleitorado associado ao seu campo político.

Quem conquistar os indecisos pode conquistar o segundo turno

A reta final promete, portanto, uma verdadeira batalha voto a voto.

Natal é fundamental. Parnamirim virou território altamente estratégico. São Gonçalo do Amarante também entrou definitivamente no roteiro das campanhas.

Mas existe uma disputa ainda maior acontecendo silenciosamente: a cabeça do eleitor que ainda não escolheu seu governador.

É nesse território, sem bairro, município ou fronteira, que poderá estar escondido o resultado do primeiro turno.

Na corrida pelo Governo do RN, a Grande Natal pode indicar o caminho. Mas os indecisos ainda podem decidir quem seguirá por ele.