O chapéu de couro de Alysson Bezerra e o símbolo da resistência nordestina não é moda.

O debate político do Rio Grande do Norte ganhou um novo símbolo nas últimas semanas: o chapéu de couro utilizado pelo pré-candidato ao Governo do Estado Alysson Bezerra. O que começou como uma crítica feita pelo senador Rogério Marinho acabou produzindo um efeito inesperado nos bastidores políticos e nas redes sociais: fortalecer ainda mais a identificação popular em torno do nome do ex-prefeito de Mossoró.

Ao ironizar o acessório usado por Alysson, classificando-o como um “chapéu esquisito”, Rogério acabou tocando em um dos elementos mais simbólicos da cultura nordestina. No sertão, o chapéu de couro não representa apenas vestimenta. Ele carrega a história do homem do campo, da resistência à seca, do trabalho duro e da luta diária do povo nordestino.

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E Alysson Bezerra reúne exatamente essa narrativa popular. Filho de agricultor, estudante de escola pública, engenheiro de formação, ex-deputado estadual e ex-prefeito de Mossoró, o pré-candidato construiu sua trajetória política associada às próprias origens e ao orgulho de suas raízes sertanejas.

No Rio Grande do Norte, símbolos políticos sempre tiveram enorme força popular. O ex-governador Geraldo Melo entrou para a história política potiguar ao transformar o tamborete em marca de campanha após ser chamado de “baixinho” pelos adversários. O que seria uma crítica virou símbolo de aproximação popular, levando multidões às ruas em passeatas históricas.

Outro episódio lembrado nos bastidores envolve a ex-governadora Rosalba Ciarlini, quando uma declaração considerada mal colocada em debate político gerou forte repercussão junto ao eleitorado popular. Na política, palavras e símbolos têm peso — especialmente quando mexem diretamente com a identidade do povo.

Agora, analistas políticos observam um movimento semelhante acontecendo em torno de Alysson Bezerra. O chapéu de couro começa a deixar de ser apenas um acessório para se transformar em símbolo político de resistência, humildade e identificação popular.

Nas redes sociais, apoiadores já tratam o chapéu como marca da campanha que representa o interior, o homem simples e o orgulho nordestino. E nos bastidores, cresce a expectativa de que futuras caminhadas e carreatas possam ganhar justamente esse símbolo como protagonista.

A avaliação entre aliados é que o episódio fortaleceu Alysson junto ao eleitorado popular e pode ter consolidado ainda mais o pré-candidato no cenário do segundo turno de 2026.

No fim das contas, o chamado “chapéu esquisito” acabou se transformando em algo muito maior: um símbolo da resistência nordestina e da força política das raízes populares do Rio Grande do Norte.