Parnamirim, terceiro maior colégio eleitoral do Rio Grande do Norte, tornou-se um dos principais territórios da disputa pelo Governo do Estado nesta reta final das eleições de 2026. Com cerca de 147 mil eleitores, o resultado das urnas no município será acompanhado não apenas pelas campanhas estaduais, mas também pelas forças políticas locais.

De um lado está o grupo político da vice-prefeita Kátia Pires, que participa das mobilizações em apoio à candidatura de Álvaro Dias (PL). Kátia já esteve ao lado do candidato em atos realizados em Parnamirim, acompanhada de outras lideranças municipais.

Do outro está o grupo da atual prefeita Professora Nilda, que acompanha a candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil) e vem participando das mobilizações de campanha realizadas no município.

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A consequência é uma disputa que ultrapassa a eleição estadual. O resultado de 2026 poderá servir como uma nova referência para medir a força territorial dos dois grupos locais, embora não determine o cenário de 2028, que terá candidaturas, alianças e circunstâncias próprias.

As ruas entraram na disputa

As duas campanhas vêm tentando demonstrar capacidade de mobilização.

A Caravana do Azulão, de Allyson Bezerra, passou por Parnamirim reunindo apoiadores e lideranças. Do outro lado, atos ligados à campanha de Álvaro Dias também mobilizaram seus apoiadores no município.

Nas imagens das campanhas, o discurso é semelhante: muita gente, ruas tomadas e demonstração de força.

Mas existe uma diferença fundamental: mobilização de rua não é pesquisa eleitoral e tampouco permite antecipar o resultado das urnas. Um evento pode demonstrar organização e capacidade de reunir apoiadores, mas não representa necessariamente o conjunto do eleitorado.

Kátia Pires ou Nilda: quem chegará politicamente mais forte ao pós-eleição?

Essa talvez seja uma das principais perguntas da política de Parnamirim após 4 de outubro.

Se Álvaro Dias obtiver desempenho expressivo no município, o grupo de Kátia Pires terá esse resultado como um dado político relevante. Da mesma maneira, o desempenho de Allyson Bezerra será observado pelo grupo da prefeita Nilda.

Além da votação para governador, será importante analisar os resultados dos candidatos proporcionais ligados a cada campo, a distribuição dos votos pelos bairros e a capacidade de mobilização demonstrada por cada grupo.

Esses números não definirão antecipadamente 2028, mas poderão reposicionar lideranças, orientar alianças e fornecer uma nova bússola para o próximo ciclo municipal.

E as pesquisas: em qual acreditar?

Na reta final, diferentes pesquisas podem apresentar números distintos. Isso não significa necessariamente que uma delas esteja certa e outra errada.

O eleitor precisa observar data da coleta, tamanho e perfil da amostra, margem de erro, nível de confiança, metodologia e registro eleitoral. Pesquisa representa uma estimativa estatística referente ao período em que as entrevistas foram realizadas.

A resposta definitiva será dada pelo eleitor.

No próximo domingo, 4 de outubro, as urnas mostrarão como Parnamirim votou.

E, encerrada a apuração, haverá duas leituras: a primeira será sobre a disputa pelo Governo do Estado. A segunda será inevitavelmente municipal.

Qual dos dois grupos demonstrará maior força eleitoral dentro de Parnamirim?

Está perto. Falta apenas uma semana.

Depois das pesquisas, carreatas, caminhadas e demonstrações de força, a votação de 4 de outubro fornecerá o dado oficial que passará a orientar as análises políticas, inclusive aquelas que já começam a olhar para 2028.