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Hoje, basta tirar o celular do bolso para falar com alguém em qualquer lugar do mundo. Mas nem sempre foi assim. Durante décadas, a TELERN (Telecomunicações do Rio Grande do Norte) foi a responsável por conectar famílias, empresas e cidades em todo o estado.
Naquele tempo, possuir uma linha telefônica não era algo comum. Muitas famílias passavam anos aguardando a instalação de um aparelho em casa. Em alguns casos, a linha telefônica era considerada um patrimônio valioso e até anunciada em classificados de jornais.
Orelhões faziam parte da rotina
Uma das imagens mais marcantes daquela época eram os famosos orelhões espalhados pelas ruas, praças e avenidas. Para muita gente, eles eram a única forma de se comunicar com parentes e amigos que moravam longe.
As filas para usar os telefones públicos eram comuns, especialmente nos fins de semana e feriados. Os cartões telefônicos, que hoje são peças de coleção, eram guardados com cuidado e utilizados até o último crédito.
Ligações interurbanas eram momentos especiais
Falar com alguém de outra cidade ou estado não era algo simples. As ligações interurbanas custavam caro e, muitas vezes, eram reservadas para ocasiões importantes.
Era comum ouvir frases como "ligue depois das dez da noite, que fica mais barato" ou então reunir toda a família ao redor do telefone para conversar rapidamente com parentes distantes.
Cada minuto era precioso.
A chegada da modernização
Com o passar dos anos, a TELERN ampliou a rede telefônica e ajudou a levar comunicação para diversas regiões do Rio Grande do Norte. O avanço tecnológico transformou a forma como as pessoas se conectavam.
Em 1998, com a privatização do sistema de telecomunicações brasileiro, a TELERN deixou de existir como empresa estatal, dando lugar a uma nova fase da telefonia no país.
Uma lembrança que permanece viva
Embora a tecnologia tenha mudado completamente a maneira como nos comunicamos, muitas pessoas ainda guardam com carinho as memórias daquela época.
As histórias dos orelhões, dos cartões telefônicos, das longas esperas por uma linha residencial e das ligações rápidas para economizar fazem parte da memória afetiva de uma geração inteira.
Para quem viveu aqueles tempos, a TELERN não era apenas uma empresa de telefonia. Ela representava a ponte que aproximava famílias, fortalecia amizades e diminuía distâncias em uma época muito diferente da que conhecemos hoje.
E você, lembra da época da TELERN? Já enfrentou fila no orelhão ou esperou anos por uma linha telefônica? Compartilhe sua história e ajude a manter viva a memória de uma geração.
Publicado por:
Redação Portal V360
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