O Terminal Pesqueiro Público de Natal, localizado no bairro da Ribeira, permanece sem operar, apesar da concessão à iniciativa privada e da liberação de uma licença ambiental para a realização das intervenções necessárias. Com as obras originais interrompidas quando cerca de 95% da estrutura estava concluída, ainda existem dúvidas sobre o andamento das adequações e a data em que o equipamento começará a funcionar.

O empreendimento foi leiloado em agosto de 2025, com vitória da empresa Turc Operações Marítimas Ltda. A concessão prevê a exploração, modernização, manutenção e gestão do terminal por 20 anos. O contrato foi assinado em 12 de dezembro de 2025, com pagamento de outorga de R$ 21 mil.

Em agosto de 2026, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) concedeu a Licença de Instalação, autorizando a execução das intervenções necessárias à implantação do empreendimento. Apesar desse avanço, não havia, até 15 de outubro de 2026, confirmação de que o terminal tivesse iniciado suas operações ou de que um novo cronograma de obras tivesse sido divulgado.

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Obras de adequação ainda precisam de esclarecimentos

As obras originais do Terminal Pesqueiro de Natal foram interrompidas quando aproximadamente 95% da estrutura estava executada. Em maio de 2026, a empresa informou que realizava reparos internos e intervenções na fábrica de gelo e nas instalações elétricas.

Naquele período, também estavam em andamento estudos técnicos, serviços de limpeza e organização do espaço, além de tratativas com a Neoenergia Cosern para assegurar o fornecimento de energia elétrica.

A implantação está vinculada à Oportuna Terminais Pesqueiros e Negócios Marítimos SPE Ltda., estrutura empresarial responsável pelo empreendimento. Entretanto, em agosto de 2026, a concessionária ainda não havia apresentado uma data definida para o início das obras obrigatórias de adequação.

Diante disso, permanece a necessidade de esclarecer se as intervenções foram efetivamente iniciadas, qual é o estágio atual dos serviços e quanto ainda falta para a conclusão da estrutura.

Prazo contratual prevê atividades essenciais até dezembro de 2027

O cronograma contratual estabelece dezembro de 2027 como prazo para a implantação de atividades essenciais, incluindo a capacidade de atracação e o desembarque de pescado da pesca artesanal. Outras obrigações operacionais têm prazo de até três anos após a assinatura do contrato.

O cumprimento dessas etapas é necessário para que o terminal possa atender às demandas da cadeia produtiva do pescado. A estrutura deverá oferecer serviços de desembarque, higienização, armazenamento e expedição, além de fornecimento de gelo, água, energia elétrica e combustível.

Mesmo com a Licença de Instalação concedida, o funcionamento regular também depende da obtenção da Licença de Operação junto ao Idema, após o atendimento das exigências ambientais aplicáveis.

Até o momento considerado nesta apuração, não havia confirmação posterior sobre a retomada integral das obras nem uma data oficial para o início das atividades.

Quem é responsável pela implantação e fiscalização?

A Turc Operações Marítimas Ltda. venceu o leilão e assumiu a concessão do terminal por 20 anos. A Oportuna SPE participa da estruturação e implantação do empreendimento, enquanto o Ministério da Pesca e Aquicultura é o poder concedente, responsável pelo acompanhamento das obrigações previstas no contrato.

Nesse cenário, permanecem questões importantes sobre a execução do projeto, o cumprimento dos prazos e a fiscalização das responsabilidades assumidas.

Ente os principais pontos que precisam ser esclarecidos estão o percentual atual de conclusão das obras e adequações, a existência de um cronograma atualizado e oficialmente aprovado, a possibilidade de cumprimento do prazo de dezembro de 2027 e a previsão para solicitação da Licença de Operação.

Também é necessário conhecer as medidas adotadas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura para acompanhar a execução contratual.

Pescadores e setor econômico aguardam respostas

O Terminal Pesqueiro Público de Natal é considerado estratégico para a modernização da cadeia produtiva do pescado no Rio Grande do Norte. Quando estiver em funcionamento, a estrutura deverá oferecer melhores condições para o desembarque, o armazenamento e a distribuição da produção, além de apoiar as atividades econômicas ligadas à pesca.

A demora, no entanto, mantém pescadores, empresários e trabalhadores do setor sem uma previsão confirmada para o início dos serviços. A divulgação de informações atualizadas sobre as obras, as etapas pendentes e os prazos contratuais é fundamental para esclarecer a situação do empreendimento.

Apuração: B3, Ministério da Pesca e Aquicultura e reportagens da Tribuna do Norte publicadas em maio e agosto de 2026. Até 15 de outubro de 2026, não foi localizada confirmação posterior do início das operações ou de um novo cronograma de obras.