Espaço para comunicar erros nesta postagem
Quando se fala em eleições de 2026, a atenção da maioria dos potiguares está voltada para a disputa pelo Governo do Estado. Allyson Bezerra, Álvaro Dias e Kadu Xavier ocupam o centro do debate político, movimentam agendas, costuram alianças e buscam conquistar espaços em todas as regiões do Rio Grande do Norte.
Mas existe uma eleição silenciosa acontecendo paralelamente e que pode ser tão importante quanto a escolha do próximo governador: a disputa pelo comando da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
A importância da Assembleia para a governabilidade
Quem conhece os bastidores da política sabe que governar sem uma boa relação com a Assembleia é uma missão extremamente difícil. A Casa é responsável por aprovar projetos, discutir orçamentos, analisar matérias estratégicas e, principalmente, servir como base de sustentação política para qualquer governo.
É justamente por isso que a pergunta que começa a circular entre deputados, prefeitos e lideranças políticas não é apenas quem será o próximo governador. A pergunta é outra: quem será o próximo presidente da Assembleia Legislativa?
Se Allyson Bezerra chegar ao Governo do Estado, um dos nomes mais comentados nos corredores da política é o do deputado Kleber Rodrigues. Atual primeiro vice-presidente da Casa, Kleber construiu uma relação sólida com diversos parlamentares e tem a confiança de setores importantes do Legislativo. Não por acaso, seu nome aparece entre os mais lembrados quando o assunto é sucessão interna.
Já em um cenário de vitória de Álvaro Dias, o nome que surge naturalmente é o de Tomba Farias. Experiente, articulado e dono de uma das trajetórias mais respeitadas da política potiguar, Tomba reúne credenciais para liderar uma Assembleia alinhada a um eventual governo comandado pelo ex-prefeito de Natal.
A incógnita no campo governista
Mas é quando o assunto chega ao campo governista que surge a maior incógnita.
Caso Kadu Xavier seja eleito governador, ainda não existe um nome claramente definido para assumir o comando da Assembleia. E é exatamente nesse momento que uma figura volta ao centro do tabuleiro político: Ezequiel Ferreira de Souza.
Independentemente do resultado das urnas, Ezequiel continua sendo apontado nos bastidores como um dos principais jogadores dessa partida.
Mesmo sem poder permanecer indefinidamente na presidência da Casa, o atual comandante da Assembleia construiu algo que poucos políticos conseguem alcançar: influência duradoura. Ao longo dos últimos anos, tornou-se uma espécie de fiador da estabilidade política do Legislativo estadual.
Por isso, a grande questão não é se Ezequiel será candidato. A grande questão é quem ele apoiará.
Movimentações e influência nos bastidores
Nos bastidores, existe uma percepção cada vez mais forte de que os movimentos recentes do PSDB e de lideranças próximas a Ezequiel demonstram uma convivência política mais próxima do grupo liderado pela governadora Fátima Bezerra. Não se trata de uma aliança oficial, mas de um cenário que vem sendo observado atentamente por aliados e adversários.
Se esse caminho se consolidar e Ezequiel caminhar ao lado do projeto de Kadu Xavier, sua influência poderá ser determinante para a escolha do futuro presidente da Assembleia. Nesse caso, o governador eleito chegaria ao poder com uma importante vantagem política: uma Casa organizada por um dos maiores articuladores do estado.
Vale destacar que, mesmo não podendo permanecer indefinidamente no comando do Legislativo, Ezequiel continuará exercendo forte influência sobre os rumos da Assembleia. Entre parlamentares e observadores políticos, existe a convicção de que sua palavra terá peso decisivo na construção dos consensos que definirão o próximo presidente da Casa.
Governo e Assembleia caminham juntos
No fim das contas, a disputa pelo Governo do Estado e a disputa pela presidência da Assembleia caminham juntas.
Quem vencer o Palácio Potengi precisará de apoio no Parlamento. E quem assumir o comando do Parlamento terá papel decisivo na governabilidade dos próximos anos.
Por enquanto, os nomes ainda circulam apenas nos bastidores. As articulações acontecem longe dos holofotes e ninguém se apresenta oficialmente como candidato.
Mas uma coisa parece cada vez mais evidente: enquanto a população acompanha a corrida pelo Governo do Estado, a verdadeira partida de xadrez já começou dentro da Assembleia Legislativa.
E, como acontece há muitos anos na política potiguar, uma das peças mais importantes desse jogo continua sendo Ezequiel Ferreira de Souza.
Afinal, o próximo governador poderá decidir quem ocupará o Palácio Potengi. Mas a grande pergunta que já ecoa nos corredores do poder é outra: quem decidirá a Assembleia?
Publicado por:
Redação Portal V360
O Portal Visão 360 é uma plataforma jornalística dedicada a levar notícias de qualidade, com foco em informação precisa e atualizada.
Nossas notícias
no celular
