A corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte ganhou um novo capítulo após as recentes entrevistas concedidas pelo ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo, que elevou o tom das críticas ao ex-prefeito da capital e pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias.

Durante as declarações públicas, Carlos Eduardo afirmou que Álvaro Dias seria um político "decadente" e o classificou como "hostil", "desleal" e "traidor". As falas repercutiram rapidamente em blogs, portais de notícias e redes sociais, reacendendo o debate sobre o rompimento entre duas lideranças que, por muitos anos, atuaram lado a lado na política potiguar.

Parceria política deu lugar ao rompimento

A relação entre os dois foi marcada por uma importante aliança política. Em 2016, Álvaro Dias foi escolhido por Carlos Eduardo para compor a chapa como vice-prefeito de Natal. Com a renúncia de Carlos Eduardo, em 2018, para disputar o Governo do Estado, Álvaro assumiu a Prefeitura de Natal e, posteriormente, conquistou um mandato próprio nas urnas.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

Atualmente, os antigos aliados ocupam lados opostos no cenário político. Carlos Eduardo afirma que sua confiança foi quebrada ao longo dos anos e atribui ao ex-aliado a responsabilidade pelo rompimento da relação política e pessoal construída durante décadas.

Silêncio de Álvaro chama atenção

Outro ponto que tem movimentado os bastidores da política potiguar é a postura adotada por Álvaro Dias. Até o momento, o pré-candidato ao Governo não respondeu publicamente às declarações feitas por Carlos Eduardo.

A ausência de manifestação passou a ser um dos assuntos mais comentados nos bastidores. Para analistas políticos, o silêncio pode representar uma estratégia para evitar ampliar a repercussão das críticas e manter o foco na agenda eleitoral. Outros avaliam que uma resposta poderá ocorrer em um momento considerado mais oportuno. Até agora, no entanto, Álvaro Dias mantém a opção de não se pronunciar.

Campanha promete novos embates

Com o avanço da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, o embate entre dois antigos aliados tende a ocupar espaço central na campanha eleitoral de 2026. A parceria que durante anos marcou a administração da capital potiguar deu lugar a uma disputa marcada por acusações públicas de um lado e silêncio do outro, cenário que continuará sendo acompanhado de perto pelo eleitorado do estado.