A prefeita de Rafael Godeiro, Ludmila Amorim (MDB), se tornou alvo de críticas nas redes sociais após uma declaração feita durante um evento político no município. Em seu discurso, a gestora afirmou que pessoas que não votarem nos candidatos apoiados por ela não deveriam procurá-la posteriormente em busca de ajuda.

“Quem pensa que eu não vejo? Vejo”, declarou a prefeita durante a fala. Ela também afirmou que, caso o eleitor não vote em seus candidatos, estaria no direito de “não ajudar”.

O trecho do discurso foi gravado e compartilhado no Instagram, provocando uma série de reações entre os usuários da plataforma.

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Chapa apoiada pela prefeita

Durante o evento, Ludmila Amorim também apresentou os nomes que recebem seu apoio para as próximas eleições. A lista inclui Dr. Bernardo para deputado federal, Kaline para deputada estadual, Styvenson e Coronel Hélio para o Senado, Álvaro para o Governo do Estado e Flávio Bolsonaro para a Presidência da República.

A declaração relacionada ao comportamento dos eleitores, porém, acabou sendo o principal ponto de repercussão do discurso.

Declaração é criticada por jornalista

O jornalista Heitor Gregório comentou o episódio em seu blog e classificou a fala da prefeita como grave.

Para o jornalista, o voto é livre e secreto e não deve estar condicionado ao recebimento de qualquer tipo de ajuda. Segundo ele, associar assistência ou influência política à escolha eleitoral representaria uma visão patrimonialista do poder.

“Pedir voto é legítimo. Cobrar obediência política sob ameaça de não ajudar o eleitor é inaceitável”, afirmou Heitor.

Internautas questionam postura

A publicação também gerou manifestações de usuários das redes sociais. Alguns comentários apontaram que situações semelhantes seriam comuns em diferentes municípios, enquanto outros questionaram se a declaração poderia gerar consequências judiciais.

“Mas em todos os municípios são assim, ou falam na frente ou exigem postar nas redes sociais, se não cargos comissionados já eram”, escreveu um internauta.

Outra pessoa questionou: “Essa prefeita tem que responder judicialmente, ela está coagindo os eleitores do município de sua cidade?”.

Também houve quem destacasse o caráter secreto do voto. “O voto é secreto e ninguém pode ser constrangido na escolha de seus candidatos”, comentou um eleitor.

A repercussão do vídeo colocou novamente em debate os limites entre o pedido de apoio político e a pressão sobre eleitores durante o período eleitoral.