A corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte chega à reta decisiva com uma série de pesquisas eleitorais divulgadas ao longo dos últimos meses. Desde julho, diferentes institutos foram às ruas para medir a intenção de voto dos eleitores potiguares, apresentando cenários que nem sempre apontaram as mesmas distâncias entre os candidatos.

DataVero, Perfil, Consult, Seta, ITEM, Qualittá, Exatus, Real Time Big Data, Metadata, Quaest e Data Capital estão entre os institutos que realizaram levantamentos durante a campanha. Os números variaram de acordo com o período de campo, metodologia, amostra e margem de erro de cada pesquisa.

Em julho, por exemplo, a Consult apontou Allyson Bezerra com 34,59%, Álvaro Dias com 29,07% e Cadu Xavier com 11,24%. No mesmo período, o instituto Perfil registrou 32,93% para Allyson, 20,38% para Álvaro e 10,31% para Cadu.

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Ao longo de agosto e setembro, novos levantamentos passaram a mostrar alterações no cenário eleitoral, principalmente na disputa pelas primeiras posições. Um agregado de cinco pesquisas divulgadas entre 13 e 18 de setembro, realizadas por ITEM, Metadata, Perfil, Exatus e Data Capital, reuniu 8.086 entrevistas e apresentou, na média ponderada pelas amostras, Allyson com 40,78%, Cadu com 21,45% e Álvaro também com 21,45%.

Pesquisa é estimativa, urna registra o resultado

A diferença entre pesquisa e eleição é fundamental para interpretar os números divulgados durante a campanha.

Pesquisas eleitorais trabalham com amostras de eleitores e procuram estimar o comportamento do conjunto do eleitorado dentro de determinado período. Os resultados estão sujeitos às características da metodologia utilizada e à margem de erro indicada em cada levantamento.

A eleição, por outro lado, será definida pelos votos efetivamente registrados nas urnas.

O primeiro turno das Eleições 2026 está marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral para 4 de outubro. Caso nenhum candidato alcance mais da metade dos votos válidos, haverá segundo turno entre os dois mais votados, marcado para 25 de outubro.

É a partir desses resultados oficiais que será possível confrontar as diferentes pesquisas divulgadas durante a campanha com o desempenho efetivamente registrado pelos candidatos.

Qual pesquisa chegará mais perto do resultado?

Depois da apuração, uma das comparações possíveis será colocar lado a lado a última pesquisa divulgada por cada instituto e o resultado oficial das urnas.

A análise poderá observar a diferença, em pontos percentuais, entre a estimativa e a votação de cada candidato. Para uma avaliação mais completa, também será necessário considerar fatores como margem de erro, período em que as entrevistas foram realizadas, tamanho da amostra e metodologia utilizada.

Nesse confronto estarão institutos como DataVero, Perfil, Consult, Seta, ITEM, Qualittá, Exatus, Real Time Big Data, Metadata, Quaest e Data Capital, além de outros que tenham divulgado levantamentos sobre a disputa no estado.

A comparação não deverá se limitar à identificação de qual pesquisa colocou os candidatos na mesma ordem do resultado final. A distância entre os percentuais estimados e os votos efetivamente apurados também será um elemento importante para analisar o desempenho de cada levantamento.

A eleição que vai colocar os números à prova

A reta final da campanha transforma os levantamentos em registros de um cenário que ainda está sujeito a mudanças até o dia da votação.

Por isso, os números divulgados pelas pesquisas representam fotografias de determinados momentos da corrida eleitoral. O resultado das urnas será o registro definitivo da escolha feita pelos eleitores naquele primeiro turno.

A apuração também responderá outra questão central da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte: se haverá definição já em 4 de outubro ou se os dois candidatos mais votados precisarão voltar às urnas em 25 de outubro.

No dia 4 de outubro, portanto, a intenção de voto dará lugar ao voto efetivamente registrado.